segunda-feira, 22 de março de 2010

deleted.



Incrível a capacidade humana de modificar percepções e pensamentos sobre cada pessoa ao nosso redor... Acho essa característica um tanto bipolar: uma hora, amamos alguém profundamente, na outra, nos sentimos tão indiferente sobre ela, quanto à uma lata de atum. Mas, eu realmente não quero falar sobre como conseguimos mudar isso. Eu quero chegar ao ponto onde NÃO conseguimos mudar nossos pensamentos em relação à alguém.
Quando apesar de todos os erros, situações, sentimentos e dor, simplesmente não conseguimos mudar o que sentimos. Quando o gostar não quer se tornar odiar, quando querer não quer se tornar fugir ou quando desejar não quer se tornar abominar.
É aí que mora o perigo... Por mais que alguém tenha te machucado, você simplesmente não consegue sentir raiva/ódio/amargura por ela. Quando você apenas lembra de todos os momentos e sorri. Ou quando você encontra certas coisas que tragam a lembrança à tona e lágrimas se formam no canto dos seus olhos...
E por mais que seja um tanto masoquista, esse sentimento é bom. Bom porque você sabe perdoar, porque você não guarda rancor, bom porque você tem memória seletiva...
Mas machuca... Machuca porque você não consegue tirar da cabeça, porque filmes rebobinam repetidamente na sua mente, machuca também porque você sabe que não volta mais, que já passou...
E corta, corta porque não cicatriza, porque a ferida continua aberta e não pretende se fechar... Corta toda vez que lembra, toda vez que imagina, toda vez que sente o cheiro... Corta com uma faca de dois gumes, corta até sangrar.

Eu, cansei. Cansei de me machucar e de me cortar. Cansei de sorrir e chorar, ver e lembrar, sentir e desejar.
Hoje, eu apago da minha mente e deixo minha ferida sarar.
Eu, realmente não gosto de sangrar.

(Favor, não tirar conclusões precipitadas sobre os posts, obrigada.)

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