terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

retrace.



Se controle, mocinha.
O mundo lá fora é milhões de vezes maior que a órbita do teu umbigo.
E você sabe bem... Sabe que quanto maior o mundo, mais pessoas. Mais expectativas. E maior o tombo. E a frustração.
E tudo que te envolve se torna estranhamente perfeito.
E começa a fazer sentido. Encaixa-se.
Cada frase. Cada palavra.

Acorde.

Pare de fantasiar e imaginar.
Desacredite.
Sabes que nem as palavras mais doces e açucaradas, nem mesmo todo esse fogo que você guarda aí dentro, seriam capaz de amolecê-lo. De derretê-lo.
Esse cubo de gelo que ele carrega no peito, esfria até sua pele. Imagine seus sentimentos.

Se você jogar no chão, quebra.
E já o quebraram por você.
Te restaram os cacos e é inútil tentar consertar.
Desista.

Ou então, encha novamente.
Deposite sua fé. Amor. Calor.
E deixe o resto acontecer.
Mas reze. Reze muito.

Porque você bem sabe o quanto a vida - e as pessoas - te surpreende.
Então, respire fundo.
E engula essas lágrimas.
Não desidrate.

Pois ainda não sabes se o trabalho para derreter todo aquele gelo, com todo esse teu fogo, valerá à pena.


E agora, deixa o Caio falar...

“ Jamais diga o que sente.
Por mais que doa, por mais que te faça feliz.
Quando sentir algo muito forte, peça um drink. “


E ninguém entendia o porque do meu desespero por alguma coisa de alto teor alcoólico.
Aliás, dois quartos de conhaque. Um de guaraná. Três pedras de gelo e uma rodela de limão.
E, boa sorte, docinho.

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