terça-feira, 12 de julho de 2011

- random.



Eu esperei tanto tempo por isso e olha só. Apesar de toda excitação momentânea, já estou cheia de dúvidas, receios e maus pensamentos.
Jamais diria aqui o que aconteceu, pouca gente entenderia. Além de não entenderam, me achariam fútil e infantil. E eu nunca disse que não era... Mas sabe aquela coisa que você acha que nunca vai acontecer? Aconteceu.
E agora? Acontece assim e acaba? Bem, eu acho que sim.
Além de felicidade de pobre durar pouco, não boto fé.
Sim, boa parte deve-se aos meus complexos de ‘isso nunca vai dar certo’, admito. E a outra parte deve-se a simples noção de realidade, que eu – agradecidamente – tenho.
Mas, de qualquer modo, memorável.
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E domingo fui para Rondon, nos meus avós.
Noite clara, lua cheia – e encoberta – linda.
Eis que falta a luz. Meia hora no escuro.
E ficar dentro de casa para quê? Levantei-me de súbito e saí. Subi até o portão e eis que então, sob aquele lindo luar encoberto, avisto algo que não lembrara mais da ultima vez que tinha visto. Um vagalume.
E logo mais, dezenas deles, vibrantes na penumbra. Encantadores.
E sim, foram motivo suficiente para desejar que a luz não voltasse e eu os pudesse admirar até o sono vir. Obviamente a luz voltou, mas a sensação e a alegria que os simples insetos luminosos provocaram em mim, permanecem.

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E ontem me carregaram para um sítio.
Minha família crê muito em rezas, fé, crenças distintas e essas coisas.
O lugar ela lindo, de uma paz que infiltrava-se pelos poros e invadia tudo. Eu, tão inquieta que sou, não tive um ímpeto ansioso sequer.
Havia uma gruta, dentro de uma estufa, com uma imagem de Maria. Sob a sombra, cercada de flores naturais, artificiais, de todas as cores. Velas em um canto, também coloridas. O pouco sol que conseguia atravessar a densa sombra, entrava na estufa pelas pequenas perfurações da tela, criando um reflexo tão mágico e calmo, que fiquei admirando aquilo por um bom tempo.
Havia também um lago, onde só um pato branco brincava. Lindo.

O gato alaranjado, mansinho, estava esparramado sob a terra úmida. Parecia feliz.

Patos e galinhas misturavam-se a dois terneiros. Quis apertá-los. E andando por ali, debaixo da sombra, avistei a criaturinha que mais me chamou atenção: um patinho amarelinho, gordinho.
Caminhava com um gingado tão desenvolto, que eu me apaixonei.

Depois, quando a dona da casa contava histórias, ouvi atentamente e me senti em casa. Inexplicável.
E quando então, ela fez seu trabalho sobre mim, senti aquela angústia (minha amiga de longa data) remexer-se dentro de mim e meus olhos marejaram de lágrimas. Me conti.

Volto lá semana que vem. Quero fotos, e o patinho. E prometo um texto melhor.

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O Matanza eu quero detalhar num post bem comprido, porque quero poder vir ler e relembrar tudo sempre que sentir saudade. Semana que vem eu agilizo, porque ainda tenho um fim de semana pra torcer que dê certo.

Mas só quero deixar um pensamento aqui: Foi estranhamente (muito) bom, não pensar em alguém ao cantar/gritar ‘Sinceramente’ junto com o Beto Bruno. Só me deixei embalar pela música, letra e momento. E nada veio a cabeça. Nem um rosto, nem um nome. Só aquilo ali. Feliz.

Beijos, até.

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