segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sempre fui furacão. Agitada, enfurecida, uma explosão.
Nunca neguei. Acontece que quem nasce furacão não consegue se conter e ser garoa. Ou brisa.
Eu não consigo me deter e ser algo que não sou. Claro que às vezes eu sou chuva calma, mas porque PRECISO, não porque quero.
Para mim, não faz sentido esconder meu lado de fúria, o furacão. Por medo ou receio. Porque tem gente que sim, se detém por dentro. Eu não.
Não preciso disso. Garoa não molha e brisa não leva nada embora. Eu gosto da drasticidade, da bagunça, do desarranjo.
E que não me venha uma garoa mandando eu ser menos.. Logo a tempestade vira furacão e salve-se quem puder.
Pessoas contidas raramente fazem grandes histórias ou criam grandes feitos. E eu não quero ser assim, não vou ser assim.
E se não quiser me aguentar, que se proteja. Não vou ser garoa nem brisa porque não me suportam.
Cansei de me domar por motivos insuficientes e pessoas desnecessárias.
Agora, só me freio para não me destruir.

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