domingo, 27 de março de 2011

four.



O post de hoje vai ser comprido então, preparem-se:

Dia 24 fez quatro anos que eu conheço meu melhor amigo.
Achei que ele não lembraria, então fiquei na minha e não disse uma palavra. E ele lembrou!
Fiquei MUITO feliz!
Então, Eduardinho, a primeira parte do post é pra ti...
Primeiramente, muito obrigada. Por tudo o que você já fez por mim, por todas as palavras, todas as brincadeiras, as madrugadas, as risadas... Obrigada por sempre me animar, me deixar feliz e ser uma das únicas pessoas que conseguem mexer comigo tão profundamente.
Não consigo me imaginar sem você, mesmo. Você é um dos responsáveis pelo o que eu sou hoje. Consigo ver um pouquinho de ti em muitas coisas que eu faço e falo.
É muito bom saber que eu posso contar contigo sempre. De qualquer lugar e a qualquer hora. Sinto-me tão bem por ter você. Tu sabe que ocupa grande parte desse meu coração idiota, né? Sabe que eu nunca te esqueço e sinto muito tua falta...
Desculpa por te deixar com vergonha sempre e por falar muita besteira... Mas é inevitável... lalala
Quero que você saiba também, o quanto eu te admiro. O quanto tenho orgulho de você. Não por você ser o bonzão, pegador, canalha... Mas por você ser assim... Ter todo esse tamanho e ser uma criança. Um nenis. Ter um coração enorme, e saber cativar as pessoas. Nunca encontrei ninguém assim, sabe? Você é tão único que eu quero te por num potinho. (Posso?)
Enfim, obrigada por estes quatro anos! A gente nunca pensou que chegaríamos tão longe, né? Pois bem, chegamos. Quatro anos de muitos, eu espero.
Parabéns pra nós, melhor amigo, canalha, Daniel, safado, delicinha, grandão e futuro marido. E desculpa qualquer coisa...
Amo você, Edu!
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A segunda parte do meu post, é um quase desabafo.


As coisas mudam, não é?
É incrível como as pessoas mudam junto com as coisas. Com as situações. Costumo dizer que toda mudança tem seu lado bom. A dessas pessoas que eram queridas por mim, também.
Abri os olhos.
Não que deixei de gostar. Não foi bem isso... Simplesmente não existe mais admiração, compreende? Não há nada que eu admire nessas pessoas. Até mesmo a beleza física fora ofuscada pelas atitudes infantis.
Sempre odiei superficialidade. Procuro afastar-me de pessoas assim.
E olha só: estava cercada por elas.
Felizmente, eu sempre fui esperta. E não gosto de segundas chances.
Conceito para mim é algo fundamental em uma pessoa. Conceito, personalidade, inteligência e afinidade.
Pois bem, vocês perderam todo o conceito que tinham comigo. Evaporou, virou pó. Parabéns.
E mostraram que personalidade é algo que realmente faz falta nesses corpos bem esculpidos e nesses rostinhos desenhados.
Inteligência então... Vamos até pular o assunto.
E afinidade, bem, afinidade é essencial em toda e qualquer relação. E eu sinto muito, queridos. Nós a perdemos. Ou finalmente percebemos que ela nunca existiu. Era tudo, pura educação e nada mais.
Então, sinto muito. Amigos, conhecidos.
Se endureci, tornei-me fria, inerte, indiferente ou imparcial... A culpa é minha, sim. Com o passar do tempo, tenho-me tornado um tanto exigente. E vocês, sim, são pouco.
Não quero amigos por conveniência, não quero dois beijinhos na face, ou falsa afinidade.
É simples: Vocês tomaram atitudes que não me agradam. Envergonham-me.
Caíram no meu conceito. Apagaram-no.
Não me deixaram brava ou qualquer coisa do tipo. Apenas não me servem mais. Acabou.
Como tudo acaba.
É só isso e nada mais. Por favor, entendam-me.
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E termino esse post dizendo o que tá meio engasgado aqui:
Eu gosto de gente que batalha. Que aproveita as brechas. Que corre atrás, que faz por merecer.
Conquista, envolve. Que me dá vontade de correr atrás também.
De remar, de batalhar também.
Fazer valer à pena.
Sabe como é, né? Gosto de gente de atitude.

Mas acho que dessa vez, - caí de novo - aprendi: Preciso parar de esperar atitude de gente que não tem.
“De repente, me passa pela cabeça que a minha presença ou a minha insistência pode talvez irritá-lo. Desculpa, não insistirei mais.” C.F.A.

Boa semana.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Clarices.

Que saudade disso aqui!
As coisas andam corridas, – e divertidas - então, não me sobra muito tempo ou inspiração para postar aqui. Sabem como é, o cansaço te suga de uma maneira inexplicável.
Mas bem, não estou aqui para detalhar minha rotina... Pensei o dia inteiro neste post, portanto:

Quem me segue no twitter sabe que minhas tardes de terças e quintas são regadas à tererês, leitura, fones de ouvido e twitter via celular.
E hoje foi diferente. Meu celular não tinha mais bateria e eu estava de cabelos presos. Logo, o uso de fone seria impossível.
Limitei-me a ler. Não lembro se comentei por aqui que estou lendo Clarice Lispector. Se sim, perdão.
Todos sabem que Caio Fernando é o meu autor favorito e colocou um pedaço de mim em cada linha que escreveu. Mas Clarice, ah, Clarice...
Não sei. Essa mulher me examinou toda por dentro antes de por no papel todas as crônicas que foram publicadas no Jornal do Brasil. Dominadora, encantadora.
Conseguiu me fazer refletir sobre cada passo que dei, que estou dando. Laçou-me. E como um vento súbito fez-me apaixonar-se por cada palavra sua. Ela possui um jeito de escrever que me intriga, que me faz ler as entrelinhas, que desperta o meu cérebro para o que está além das folhas de seu livro. Faz olhar ao redor, encarar os fatos.
Tem um quê de mistério, de poderoso. Essa mulher era poderosa. Fascinante.
Lembra-me de minha mãe. Talvez por terem o mesmo nome e a mesma personalidade forte. A mesma garra de viver e um mistério que carrega uma magia surreal.
E com “A Descoberta do Mundo”, Clarice Lispector ajuda-me a descobrir meu submundo. O mundo existente abaixo de minha derme. Minh’alma.
E lembra-me de minha Clarice, que me ajudou a descobrir o mundo aqui de fora. O quão grande ele é. Todas as armadilhas que possui. E o quão lindo pode ser.
Me fez descobrir tudo o que é traiçoeiro, perigoso. E que o amável e o afável estão escondidos. E deu-me um mapa, com todos os caminhos, para eu traçar minhas estradas. Minhas curvas, meus atalhos. Mostrou-me como funciona e ensinou-me a caminhar.
Ensinou-me que é preciso mais que vontade para descobrir o mundo. É necessário dedicação, força e um coração duro por fora e mole por dentro. Pois como em toda descoberta, decepções são inevitáveis. Portanto, devemos saber como evitá-las e como prosseguir em nossa incansável busca pelo mundo. O nosso próprio.

Obrigada a ambas Clarices. Pelas lições, pelas palavras e pelo conforto que só vocês conseguem me proporcionar. Sou eternamente grata.

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Dedico esse post para minha mãe. A segunda Clarice do texto, a qual nunca lerá essas linhas.
Que neste momento não sei onde se encontra, mas continua aqui, presa em mim.
E é com lágrimas escorrendo que termino esse post:
Fazem três horas que você partiu e eu já te quero de volta.
Se cuide. Eu te amo, e já estou com saudades. ♥

domingo, 20 de março de 2011

nf



Evito aproximações, não gosto de contatos.
Não sei ser simpática. Quando não gosto, não gosto mesmo.
Não faço média. Não sei fingir quando não gosto de alguém.
Sou sincera e doa a quem doer.
Como dizia Caio F:

“Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar.”

boa semana! ;*

quarta-feira, 16 de março de 2011




“O que vai acontecer, acontecerá. Sossega, barquinho na correnteza, Deus dará.” C.F.A.

sexta-feira, 11 de março de 2011

'Assim, como as estações, as pessoas possuem a habilidade de mudar... Não acontece com frequência, e normalmente é para melhor.'

Incrível olhar para trás e perceber que as coisas não estão iguais. Diferente. Incomodo. Porém, necessário. Analisar os fatos, encontrar os erros.

Rasgar o antigo roteiro. E ter o prazer de ter uma folha em branco em à sua frente, um lápis na mão e uma borracha. Começar novamente.
Escrever, relatar, imaginar. Persuadir, encantar.

Colocar os pingos nos is. Sublinhar. Destacar.
Apagar e escrever quantas vezes forem necessárias.
Ter uma conversa aberta.
Perceber que tudo acontece por algum motivo. E ver o lado bom.
Abrir o jogo e dizer que todo o sofrimento e o choro valeram a pena. Que hoje olhar para trás não machuca. Apenas trás aquela sensação nostálgica.

E o caminho mostra-se livre. Para eu partir sem remorsos e culpas por todas essas curvas sinuosas.
Para eu quebrar todas as barreiras sem pensar. Porque eu já conheço o caminho e não me perco mais.
Todos à bordo. Iremos partir.
E que comece a viagem.

quinta-feira, 10 de março de 2011

porto alegre.



Continua linda. E encantadora.

Hoje eu tentei explicar para duas pessoas o que eu sinto quando coloco os pés na capital gaúcha. E foi totalmente em vão.
Ainda não descobri - e quem sabe nunca descubra - o que Porto Alegre causa em mim.
Mas é como se eu estivesse em casa.
Estranho pensar assim quando tu nasce numa cidade e vai embora bem pequena. De fato, Porto Alegre deveria ser meu lar. Minha cidade natal.
Mas cá estou eu, no Paraná. No meio dessas plantações de milho e soja.
Mas chega de clichês porque nem mesmo Freud explicaria tudo o que eu posso sentir por 4 dias em solos gaúchos.

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Li 'Divã' em 2 dias e agora estou copiando os trechos mais legais.
Vou postando quando terminar.
Comecei a ler C. Lispector. Divina.
Mas, ninguém supera Caio F.
Portanto, para encerrar:

“Essa vida viu Zé, pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.” C.F.A.

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