
(Hey sweeties! Andei sumida, mas ainda vivo. E to cheia de ideias novas pra posts legais, aguardem hahah)
Não sei explicar como alguns pensamentos cruzam minha mente e num piscar de olhos começam uma revolução no meu cérebro. E sempre quando estou sonhando acordada ou lendo na aula.
Como já disse, estou lendo Lispector. Cada crônica dela faz-me refletir sobre muitos assuntos aleatórios e quando dou por mim, já me perdi na leitura e encontrei o fio da meada. E penso, reflito, percebo, caio em mim.
Hoje não foi diferente. Enquanto lia uma crônica sobre Brasília, trocava essa cidade semi desconhecida por mim, por Porto Alegre. E não é que deu certo?
Deu tão certo que eu prometo postar alguns trechos trocando as cidades em breve. Porque o assunto de hoje não é bem esse.
Enfim, ao ler sobre Brasília lembrei-me de Porto Alegre. Que consequentemente lembrou-me sobre o futuro.
E pensar sobre o futuro me dá um frio na barriga. É a vontade do desconhecido, aposto.
E, refletindo sobre futuro, cidades e borboletas no estômago, cheguei à conclusão de que se eu precisasse escolher o meu futuro hoje, eu não saberia que decisão tomar.
Sim, sempre fui decidida nessas situações. Porém, além de excitação, eu sinto medo. Medo por deixar as coisas para trás, mais uma vez.
Como explicarei essa mescla de vontades e temeridades? Não tem explicação.
E isso torna o receio ainda maior.
“E se não for assim, como eu imagino?”
“E se for pior?”
“E se for MELHOR?”
Vocês obviamente não sabem, mas eu já me mudei muitas vezes. Não, não de casa, de rua ou de bairro. Foi de cidade, Estado. Por enquanto sem mudanças de país. Por enquanto.
Anyway. Com tantas mudanças e tantas (minhas) vidas deixadas para trás eu deveria ter-me acostumado. Mas não. Não consigo.
Se alguém soubesse como eu me sinto ao lembrar cada lugar onde passei. E como me sinto por ter perdido contato com tantos amigos próximos. Sim, simplesmente não tinha maturidade suficiente para compreender as marcas que todas essas perdas deixariam em mim.
E quando eu analiso tudo isso, dói-me. Honestamente e puramente, dói-me.
Eu era apenas uma criança e não sabia o quanto o mundo é extenso. Vivia cada dia sem preocupar-me com o amanhã. Mal sabia o que aconteceria depois. E depois, e depois...
Sinto falta das pequenas coisas, dos pequenos programas, das risadas, dos momentos. Das ruas percorridas, das histórias contadas. E não, ninguém sabe. E não, não me atrevo. Sim, tenho ciúmes.
Guardo todas as minhas lembranças e lembrados de todo esse tempo que eu vivi – e cresci – num baú. Fundo. Escuro e extenso. Não me atrevo a abri-lo sempre. Aliás, é a primeira vez que eu tento retomar os dias ensolarados no clima seco do Tocantins, onde tudo o que eu tinha era minha mãe, alguns conhecidos e uma cachoeira cristalina. Sinto tanta falta, como sinto.
Viu, perdi-me. Tenho esse hábito infame de me perder na minha escrita. Preciso melhorar. Mas...
Voltando ao assunto de mudanças. Sei como dói. Eu não estaria preparada para enfrentar mais uma. Sim, lutaria com todas as minhas forças, como sempre fiz. Como aprendi. Mas vou lhes contar: foi bom. Sou assim hoje graças a tantas mudanças ocorridas e sofridas. E só agradeço. E toda a saudade que eu sinto é compensada por todas as minhas boas lembranças e por essa maturidade extrema que desenvolvi pelo desencadeamento de tantas mudanças e trocas.
E quanto ao futuro, bem, só Deus dirá. Quando chegar a hora de partir, saberei. Não estou dizendo que será fácil. Porém, será necessário. E sim, saberei o que fazer. Não com toda a certeza do mundo, claro. Mas com a certeza de que optei pelo que faz o meu coração bater mais forte.
E nada melhor do que uma mudança de espaço para começar pequenas mudanças internas. E isso eu preciso. Para ontem!
Beijos.
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