sábado, 3 de dezembro de 2011

Utopias.

Ligações inesperadas e um convite pra sair. Sábados alcoólicos. Turma grande de amigos. Roda de violão, fogueira e vinho.
Fins de semana cansativos. Voltar a pé pra casa às três da manhã. Despedidas inesperadas.
Saltos nas mãos. Pequenas e grandes loucuras. Noite com as amigas. Filminho, pijamas e cobertas.
Casacos alheios. Copos pela metade. E histórias sem fim.

domingo, 23 de outubro de 2011

new blog.

http://havealiittlefaithinme.blogspot.com/

enjoy it.

sábado, 24 de setembro de 2011

saturday.

Hoje tá doendo de novo. A dor tá sambando aqui dentro e tá doendo fundo. Tá machucando. Mais uma vez... E não pretende parar.. Mas, no fundo mesmo eu só queria que alguém dissesse ‘Vem, corre aqui! Não demora não. Eu te espero, te dou a mão. Deixe-me enxugar essas lágrimas que insistem em cair. Não tenha medo não, por favor... Eu to aqui. Te quero aqui também. Suba no primeiro ônibus, desembarque na primeira esquina. Mas vem! Vem por favor. Prometo que te cuido. Que te abraço. Prometo que tentarei entender o fundamento de toda essa dor que te consome internamente. Dessa dor que leva esse teu sorriso lindo embora. Que avermelha esses teus grandes olhos castanhos. Vou tentar! Vou procurar até encontrar o ponto que mais te dói. E vou curando aos poucos. Tem vinho, tem café. Tem amor. Juro pra você, pode vir. Te receberei de casa aberta, coração também. Vem, vem. Não demora não. Vem que tem cobertas, conversas, risadas gostosas. Miojo de janta. Vem viver um pouco dessa utopia. Pode voltar amanhã, mas falta tanto tempo ainda.. Então vem hoje, vem logo. Vem que eu te busco, que eu te encontro. Vem, vem, vem. Eu quero te ajudar e quero que você me ajude, quero que você me diga o que pensa, como você sempre faz... Quero que sorria, que olhe com desaprovação meus gestos e palavras que não te agradam. Eu te quero aqui. Vem! Deixa eu mudar esse seu humor, essa sua carinha triste. Deixa eu pegar papel higiênico pra você soar esse nariz trancado de tanto choro sem fundamento. Deixa? Por favor... Vem, vem logo, pequena. Vem que dá tempo! Coloca duas mudas de roupa na mochila e corre. Não custa nada. 5 reais, no máximo. Corre! Quanto mais cedo você chegar, melhor. Temos tanto o que falar... Então não se demore. Por favor. Estarei na varanda, olhando quando você dobrar na esquina. E correrei até você, mesmo que não consiga. E vou fazer você sorrir, sorrir... E esquecer por algum tempo essa dor que te corrói. Basta você vir...’

Nota: lágrimas em excesso e um copo de Coca-Cola, do qual me arrependerei antes da metade.

domingo, 14 de agosto de 2011

second sunday



Hoje é dia dos pais e eu particularmente, por um milhão de motivos, nunca odiei uma data comemorativa como odeio essa. Primeiro porque eu tenho um pai que não merece nem ser chamado assim e porque comemorar é a última coisa que eu quero nesse domingo.
Enfim, não gosto de falar sobre esse assunto então vamos ao que interessa.

Hoje (por ser dia dos pais e bla bla bla) teve almoço na casa dos meus avós e a família estava reduzida porque um dos meus tios estava internado em outra cidade. E por mais egoísta que soe, foi tão bom.
Eu amo tanto essa parte da minha família que estava sentada à mesa hoje. Sinto-me bem, sou natural. Nossa ligação é tão forte, tão simples. O laço é tão visível. E eu admiro muito isso.
Éramos seis. Minha mãe, eu, minha vó e vô e meus dois tios mais novos. Os quais são meus preferidos.
Esse da foto é um deles. E hoje com todos esses pensamentos voltados aos homens, me peguei lembrando de que sim, você, tio Jaime, foi o mais próximo de pai que eu tive.
A minha memória mais antiga sobre você é de quando morávamos no Tocantins e você cuidava de mim à noite. Como eu poderia esquecer? Tinha apenas 4/5 anos.
Lembro-me das noites quentes, você me balançando na rede e me fazendo comer, porque naquela época, era algo que eu não gostava. Lembro de como você me ensinou pequenas e importantes coisas como dobrar lençóis, secar louça e obedecer. Lembro de quando você brincava comigo, me ajudava com as tarefas, e me vestia pra ir pra escola.
De quando você me levava pra passear e ia me mostrando as coisas, e me ensinando os nomes, as direções, os caminhos. Ensinando-me como cortar a carne, como segurar os talheres e utilizar o guardanapo.
Lembro de como você gostava de cuidar de mim, e do quanto eu gostava de ficar com você. E a primeira coisa que SEMPRE vem em minha mente quando eu penso em tudo que você fez por mim, foi o dia em que você me deu banho, lavou meu cabelo e no final disse “Amandinha, hoje você vai aprender a se secar sozinha, ok?” E foi me ensinando passo a passo, primeiro as costas, os braços, os dedinhos dos pés, os ouvidos... E toda vez que eu me pego repetindo os teus gestos, que eu nunca esqueci, eu percebo o quão importante você foi – e é – na minha vida.
Lembro também, que você foi a primeira pessoa a notar que tinha algo errado com a minha visão, pois eu sempre sentava muito perto da TV; que você não me deixava assistir até tarde. Então minha mãe me levou no médico e sim, como sempre você estava certo... E passou muito tempo me zuando pelo meu par de óculos azuis.
E quando você me colocava pra dormir? E dizia que eu precisava ir pra cama porque se minha mãe chegasse e eu ainda estivesse em pé, ela brigaria com nós dois... E como eu adorava deitar contigo na rede e você vivia me enchendo de cócegas e eu ria até cansar...
Mas não deu muito certo você ficar lá conosco, né? Seu lugar não era ali. Nem o nosso. Mas a gente durou cinco anos, não onze meses. Mas depois que você foi embora, nada foi do mesmo jeito. Eu sempre senti tanto a sua falta. E nunca te disse isso, não é mesmo? Mas eu ainda vou te dizer, prometo.
E nunca agradeci por você ter sido tão bom comigo. Por ter me protegido, me cuidado. Por realmente ter sido meu pai nesse quase um ano em que você morou conosco em Palmas.
Eu realmente não tenho palavras pra te agradecer. Você foi e é, um dos meus maiores presentes, exemplos e orgulhos. Feliz dia dois pais, meu pseudo pai. Te amo muito e te desejo tudo de melhor, você merece, Gordinho.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

drowning.



“Sinto-me terrivelmente vazia. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente o porquê.” C.F.A.

Sentia-se frágil e desprotegida, como uma garotinha no escuro. Precisava de palavras e abraços confortantes. Sabia que não os receberia.
Por isso mantinha-se quieta e pensativa. Escondia-se atrás dos longos cabelos escuros e sempre se dizia cansada. Sempre as mesmas desculpas esfarrapadas. Eram mais fáceis, não? Exatamente.
Como sempre fora boa atriz, saia-se bem. Suas performances raramente falhavam.
Porém, desabava em casa. Trancava-se em seu quarto e lá buscava desesperadamente modos de exalar sua dor. Ou seu vazio, não sei.
“Nunca somos nós mesmos na presença de testemunhas.”
Acredito que nunca fora ela mesma. Jamais saíra de casa sem suas doses de ressentimentos e inseguranças. Nunca caminhou por estas largas ruas de alma leve e coração limpo. É sempre esse peso interno/eterno. Sempre esse nó na garganta e essas lágrimas contidas.
Até quando? Não se sabe. Não depende apenas dela.
Mas está cansada de tentativas frustradas, de amores que sempre acabam na lata de lixo, de promessas não cumpridas.
Acredito que desejava, antes de qualquer coisa, apenas uma boa dose de amnésia. Seria agradável esquecer-se de algumas dores, pessoas, lembrados, lembranças...
Gostaria de parar de se importar. Nem mesmo desejava parar de sofrer. Não pede muito.
Amor é muito? Atenção, preocupação, cuidado, é muito?
Qual é seu problema? Boa pergunta.
Talvez, vários: não nasceu para matérias exatas, gosta de escrever, sente e chora demais. E perde muito tempo com/por quem não merece. É generosa demais, não pode ver alguém sofrendo que engole sua dor e ajuda a cuidar da dos outros.
Mas apesar de tamanha generosidade e piedade, se permite um sofrimento tão profundo que a consome como um buraco negro. Está completamente sozinha.
Sente frio e não para de chorar. E precisa sim, de ajuda.
Algo ou alguém que a salve de seu maior inimigo: seu eu lírico.
Enquanto isso não acontece, continua afogando-se em pensamentos e lágrimas. Jamais conseguirá nadar.
Pequena garota, nem todas as bóias do mundo te salvariam. Não enquanto usares estas âncoras nos pés. – teus medos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

- random.



Eu esperei tanto tempo por isso e olha só. Apesar de toda excitação momentânea, já estou cheia de dúvidas, receios e maus pensamentos.
Jamais diria aqui o que aconteceu, pouca gente entenderia. Além de não entenderam, me achariam fútil e infantil. E eu nunca disse que não era... Mas sabe aquela coisa que você acha que nunca vai acontecer? Aconteceu.
E agora? Acontece assim e acaba? Bem, eu acho que sim.
Além de felicidade de pobre durar pouco, não boto fé.
Sim, boa parte deve-se aos meus complexos de ‘isso nunca vai dar certo’, admito. E a outra parte deve-se a simples noção de realidade, que eu – agradecidamente – tenho.
Mas, de qualquer modo, memorável.
-

E domingo fui para Rondon, nos meus avós.
Noite clara, lua cheia – e encoberta – linda.
Eis que falta a luz. Meia hora no escuro.
E ficar dentro de casa para quê? Levantei-me de súbito e saí. Subi até o portão e eis que então, sob aquele lindo luar encoberto, avisto algo que não lembrara mais da ultima vez que tinha visto. Um vagalume.
E logo mais, dezenas deles, vibrantes na penumbra. Encantadores.
E sim, foram motivo suficiente para desejar que a luz não voltasse e eu os pudesse admirar até o sono vir. Obviamente a luz voltou, mas a sensação e a alegria que os simples insetos luminosos provocaram em mim, permanecem.

-
E ontem me carregaram para um sítio.
Minha família crê muito em rezas, fé, crenças distintas e essas coisas.
O lugar ela lindo, de uma paz que infiltrava-se pelos poros e invadia tudo. Eu, tão inquieta que sou, não tive um ímpeto ansioso sequer.
Havia uma gruta, dentro de uma estufa, com uma imagem de Maria. Sob a sombra, cercada de flores naturais, artificiais, de todas as cores. Velas em um canto, também coloridas. O pouco sol que conseguia atravessar a densa sombra, entrava na estufa pelas pequenas perfurações da tela, criando um reflexo tão mágico e calmo, que fiquei admirando aquilo por um bom tempo.
Havia também um lago, onde só um pato branco brincava. Lindo.

O gato alaranjado, mansinho, estava esparramado sob a terra úmida. Parecia feliz.

Patos e galinhas misturavam-se a dois terneiros. Quis apertá-los. E andando por ali, debaixo da sombra, avistei a criaturinha que mais me chamou atenção: um patinho amarelinho, gordinho.
Caminhava com um gingado tão desenvolto, que eu me apaixonei.

Depois, quando a dona da casa contava histórias, ouvi atentamente e me senti em casa. Inexplicável.
E quando então, ela fez seu trabalho sobre mim, senti aquela angústia (minha amiga de longa data) remexer-se dentro de mim e meus olhos marejaram de lágrimas. Me conti.

Volto lá semana que vem. Quero fotos, e o patinho. E prometo um texto melhor.

-

O Matanza eu quero detalhar num post bem comprido, porque quero poder vir ler e relembrar tudo sempre que sentir saudade. Semana que vem eu agilizo, porque ainda tenho um fim de semana pra torcer que dê certo.

Mas só quero deixar um pensamento aqui: Foi estranhamente (muito) bom, não pensar em alguém ao cantar/gritar ‘Sinceramente’ junto com o Beto Bruno. Só me deixei embalar pela música, letra e momento. E nada veio a cabeça. Nem um rosto, nem um nome. Só aquilo ali. Feliz.

Beijos, até.

domingo, 3 de julho de 2011

personal.



Olá :D

Quase um mês sem postar aqui...
Primeiro por causa da escola, depois por preguiça e bom senso.
Eu sempre deixo transparecer muita coisa nos meus textos e ultimamente a última coisa que eu quero é gerar indiretas/intrigas. Portanto, evitei postar por um tempo... Já passei da idade de ficar distribuindo indiretas sobre coisas/pessoas que me magoam. As que eu distribuo são apenas para me divertir à custa de terceiros que realmente acham que eu me importo com sua (inútil) existência.

Enfim... Terminei o livro sobre o Caio F. e puta que pariu, não tenho palavras pra dizer o que esse cara representa pra mim. Quero ler outro livro dele nas férias.
Falando em férias... Que merda, então. Não sair desse buraco, geral viajando... A-M-O, né.
E como to aqui mesmo, farei todas as recuperações possíveis..

Bom, é isso. Só pra dar algumas satisfações e dizer que logo vou estar mais presente por aqui.
By the way, to querendo mudar o nome do endereço do blog. Vou decidindo nesse meio tempo.

See ya. xx

segunda-feira, 13 de junho de 2011

eyes;



Olá, leitores. Hahah (que coisa de revista, né?)
Bom, sumi, eu sei. Mas não esqueci disso aqui, juro. Só tem acontecido um bocado de coisas que me impede de escrever aqui ‘livremente’. Entendam-me.

Há alguns dias um anônimo veio ao meu formspring (http://www.formspring.me/lovescomendgo) perguntar-me sobre o uso de lentes de contato. Como eu uso há alguns anos, foi fácil dar várias explicações ao mesmo. (Espero que tenham ajudado).
Pois nessa de falar em lentes, olhos e irritações, lembrei-me de um trecho de uma crônica de Lispector que eu simplesmente AMO:
“Que por mais normal que seja uma vista, um dos olhos vê mais que o outro e por isso é mais sensível. Chamou-o de olho diretor. E este, por ser mais sensível, prende o corpo estranho, não o expulsa.
Quer dizer que o melhor olho é aquele que é um só tempo mais poderoso e mais frágil, atrai problemas que, longe de serem imaginários, não poderiam ser mais reais do que a dor insuportável de um cisco ferindo e arranhando uma das partes mais delicadas do corpo. Fiquei pensativa.
Será que é só com os olhos que isso acontece? Será que a pessoa que mais vê, portanto a mais potente, é a que mais sente e sofre? E a que mais se estraçalha com dores tão reais quanto um cisco no olho. Fiquei pensativa.”

Quer saber mesmo, Clarice?
Não, não é apenas com os olhos que isso acontece.
Porque assim como tem gente que vê demais, sente demais, sofre demais, tem gente que não vê nada e só machuca os outros. E, consequentemente, não enxerga o mal que faz.
E são essas pessoas, cegas, orgulhosas e estúpidas que transformam esse mundo ali de fora no que ele é: uma droga.
Pois sim, somos como olhos. Vemos, sentimos. Nos doemos quando algo incomoda, nos machucamos quando corpos estranhos surgem e nos cegamos quando paramos de pensar e nos isolamos num mundo fútil e hipócrita.
E quem dera pudéssemos lidar apenas com olhos sadios. Pois quem nasce cego, dificilmente torna a enxergar. E de que adianta lutar para abrir os olhos de quem além de não poder, – não quer – ver?

I quit.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

random

E ontem, em meio a uma conversa na qual envolvia o meu maior problema eis que:

1- ‘Quanto mais eu te conheço, mais eu me convenço que tu precisa de pessoas queridas ao teu redor, só assim pra mudar um pouco esses conceitos que tu tem na cabeça..’

2- ‘Eu tenho pessoas queridas que me dizem tudo isso que você me diz.. Mas ninguém realmente consegue fazer com que eu ME SINTA do jeito que elas falam que eu sou, entende?’

1- ‘É, talvez falar não seja suficiente.. Quantas pessoas tu considera que tem amam de verdade?’

2- ‘É.. Sei lá, no máximo umas 20.’

1- ‘E nem essas pessoas conseguem te fazer sentir desse jeito?’

2- ‘Infelizmente não.’


-

'I guess it's time I run far, far away; find comfort in pain,
All pleasure's the same: it just keeps me from trouble.
It's more than just words: it's just tears and rain.'

domingo, 29 de maio de 2011

sem título (2)

Cada dilema inconstante que eu carrego, cada paranóia mal desenvolvida, cada palavra pronunciada e todas as ações direcionadas a mim deixaram – e continuam a deixar – marcas irreparáveis.
Marcas que nem o tempo cura, nem palavras são capazes de amenizar. Marcas que lembram cicatrizes altas, porém, invisíveis a outros olhos. Só os meus veem e apenas minhas mãos as sentem.
Agonizante, não? É.
E para quem vê de fora, é simples e fácil. Normal e natural. Enganam-se.

E essa é a parte na qual não sei se fico feliz ou não: preferir que ninguém saiba ou odiar o fato de não saberem.
Talvez as coisas sejam mais complicadas do que parecem e o buraco seja muito mais embaixo.

Mas é o que acontece, né? A vida.

sábado, 28 de maio de 2011

sem título (1)



Hoje é um daqueles dias em que você acorda mal, sabe?
Que tudo te remete a pensamentos ‘ruins’ e te levam às lágrimas.
É um daqueles dias que você só precisa de um abraço de quem está perto, uma ligação de quem está longe, um consolo, alguns conselhos.
Não sei, eu nunca peço nada em troca e sempre faço isso por quem precisa. Mas hoje ‘tá difícil, viu?

Eu não sou de demonstrar dor/fraqueza/tristeza. Mas de alguns dias para cá, não nego, tem sido inevitável.
Chega uma hora do dia em que eu simplesmente canso de ‘fingir’ estar feliz. Uma hora em que não consigo achar graça nas piadas, me calo e não consigo conversar.
Entendam-me, por favor. É tudo que lhes peço.

Essa angústia que espreme meu coração aqui, por tanto vazio, frio e escuro que há dentro de mim. Essa vontade de chorar que NUNCA passa. Essa tristeza/mágoa que eu carrego.
Tudo isso que não diminui, não vai embora. E me machuca.
Isso que eu queria poder juntar, colocar em uma caixa e despachar. Mas não consigo.
Tento em vão procurar segurança nas palavras, nas pessoas, em músicas, livros. Tento escapar de todas as maneiras, mas esses sentimentos sempre me alcançam antes d’eu chegar a meu esconderijo.

Não quero piedade, nem boas palavras. Às vezes chego a desacreditar no tão famoso: “Tudo vai passar”. Porque simplesmente, no fundo, eu sei que não vai.
Preciso de algo para me escorar, alguma coisa que me dê segurança suficiente para tentar vencer todos esses meus medos que me corroem. Eu só queria poder escapar desse labirinto.

Mas me parece, que não tem fim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Só pra avisar que eu ainda vivo e que o tempo está curto.
E logo eu volto. Sintam minha falta. See ya.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bem, eu tava enrolando pra postar aqui desde que eu vi 'Dear John'.
Pois então...

Já tinha lido o livro. E sinceramente, não é o tipo de livro que eu gosto de ler. Muito água com açúcar, amoroso e tal. Mas sempre quis ver o filme.
Enrolei muito e há umas duas semanas loquei.
Vai parecer que eu sou uma menina cocotinha que chora com coisas amorosas? Sim.
Poisé.
Chorei mesmo. O FILME INTEIRO.
Lindo e sem mais. Diferente do livro, obviamente, porque não rola fazer tudo igual.
Mas é lindo. Um filme mais transparente, não sei.
Quero falar do amor dos dois outro dia.. Só pra adiantar pra vocês o que vem por aí.

E quero falar de 'Sexo Sem Compromisso' também! hahah


-


Enfim, terminei de ler Lispector terça passada.
Sem palavras.

Comecei a ler Looking For Alaska no mesmo dia e bem...
Eu já tinha lido algumas frases no tumblr, e tinha uma vaga idéia do que seria.
Muito vaga.
Aquela coisa de expectativa que sempre gera decepção, sabem? Isso mesmo.
Primeiramente porque eu nunca esperei uma história do tipo "ensino médio no colégio interno".
Pelo trecho que eu tinha lido que a frase mais marcante dizia "if people were rain i was a drizzle and she was a hurricane.." não me sobrou nada mais que decepção.

O que é uma pena...
Aposto que se não conhecesse o livro, ia ter gostado muito.
Mas enfim, talvez seja só a tradução...
Vou tentar encontrar a edição em inglês...

-

Hoje comecei a ler o livro da Paula Dip sobre o Caio F.
Tô na página 50 e estou COMPLETAMENTE apaixonada...
Porque né, quem não se apaixona por Caio F.? hahha

beijos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

b-days!

Hey, hey..
Pra variar, eu aparecendo por aqui numa segunda...

Bom, hoje os motivos são mais que especiais..
É aniversário de dois dos meus melhores amigos: Thammy e Eduardinho.



Thammy, meu amorzinho.. Não sei nem por onde começar...
Sabe, eu me lembro exatamente do dia em que te conheci. Me lembro exatamente o que tu me disse e o quanto me fez rir..
Lembro que eu morria de medo de ti.. E hoje eu acho graça...
Poisé, quase quatro anos se passaram... E cá estamos nós, mais amigas do que nunca.
Não imaginas o quanto eu queria poder sair daqui nesse instante e ir te dar um abraço! Porque tu também não faz idéia do quanto você me faz bem..
Bom, eu realmente poderia fazer um post enorme só pra ti, mas ó, não vai rolar.. Uma que ninguém precisa saber tudo que eu queria te dizer, nem tudo o que a gente já passou e outra, que eu ainda preciso falar da praga do Eduardo..
Pois então, baby... Feliz aniversário, tudo de melhor! Amo você.




Eduardinho, sarna.. Bom, eu nem sei o que falar de ti... Não sei por onde começar.. Sei lá, essa nossa história é tão engraçada e louca que nem eu sei direito.. Mas, estamos quatro anos aí.. Nos aguentando, nos irritando.. Porque se não tiver isso, não somos nós HAHAHA
Neste exato momento você está me trocando pelos seus amigos e por um bolo de aniversário.. E sim, eu estou com ciúmes.
E é nessas horas que eu realmente queria um teletransporte hahah
Enfim.. Parabéns pra você também, tudo de melhor sempre...
E o resto você sabe... Te odeio, praga.



BEIJOS ;*

segunda-feira, 2 de maio de 2011

mon-day.



Hey sweeties!
Estou há exatamente duas horas com esse documento do Word em branco e não sei exatamente o porquê.
Soaria irônico se eu dissesse que minha segunda-feira fora incrivelmente boa?
Bom, talvez. E eu não me importo.

Acordei quieta. Na minha.
Não sei, depois que eu vi essa foto (acima), tenho visto as segundas-feiras como ‘minhas’.
Aquele dia meu, para fazer o que eu gosto. Para me perder na leitura, para sorrir ouvindo música. Para apreciar o clima e lembrar de coisas boas.
Sem conversa excessiva, sem detalhes. Simples.

E tem ajudado, sabia? Tenho começado minhas semanas bem. Bom humor, tranquilidade, alegria, felicidade. É, felicidade sim.
Mas eu não costumo espalhar. Não gosto.
E dessa vez não é questão de ciúmes... É puro egoísmo mesmo.
Vai que alguém me tira essa sensação? Melhor não arriscar, né?

E como diria Lispector: “A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom.”

Portanto, vou parando por aqui. Não é bom soltar aos quatro ventos tamanha paz de espírito, mas achei que fosse necessário dividir. E com ninguém melhor do que vocês.
Enfim, boa semana. E lembrem-se “Deve-se deixar-se inundar pela alegria aos poucos.”

segunda-feira, 25 de abril de 2011

aleatório.

Sobre o post anterior: Não gostei. Primeiro porque nunca gosto dos meus textos, segundo porque não consegui expressar tudo o que eu queria. E acho que jamais conseguiria. Passei dias pensando nele, analisando e parece que foi em vão. Ficou uma droga.

Anyway, tenho vários textos começados e quero falar muita coisa essa semana.
Alô inspiração!

Bom, estou viciada em Breakeven. E essa letra me derrete.
Beijos.

infinite.




Chove lá fora e esta sala está parcialmente escura. Poderia debruçar-me nesta carteira – como metade da turma o faz – e tentar dormir. Porém, seria inútil e frustrante.
Os pensamentos correriam pela minha mente – como fazem agora – impedindo qualquer tipo de concentração.

E tem sido assim há dias, desde que li uma crônica de Lispector na qual tentava explicar o infinito.
Pois bem, o que é o infinito?
Sim, um símbolo matemático. Sim, algo que não vemos, não alcançamos. Não podemos nada além de saber sobre sua existência.
E, ao ler que “o infinito é um vir-a-ser. É sempre o presente, indivisível pelo tempo. O infinito é o tempo. Espaço e tempo são a mesma coisa. Que pena eu não entender de física e matemática para poder, nessa minha divagação gratuita, pensar melhor e ter o vocabulário adequado para a transmissão do que sinto.” Descubro que sinto infinito.

Conseguem entender?
Ok, tentarei ser mais clara e direta:
Como é possível sentir infinito?
Sentir infinito é a forma mais simples e pura de sentir. Basicamente: não vejo, não posso tocar e está muito longe. Mas é grande, extenso e inacabável. É simples e complexo ao mesmo tempo. Seria demais se eu comparasse tudo isso a um paradoxo?
Enfim, não ligo.
Não há nada que eu possa fazer. Não consigo parar de sentir e também não quero.

E sabe por que não quero?
Pois me mostra que ainda sou capaz de sentir de uma forma pura. Uma forma na qual eu jamais imaginei que pudesse sentir. E sinto-me feliz.
Talvez sejam raras as situações que esses sentimentos infinitos aflorem. Muito raras.
Os que eu sinto hoje em dia já existem há tempos. Pois são vindos de uma época onde eu sentia com total sinceridade. Onde tudo acontecia com tamanha naturalidade... Quando eu ainda colocava a mão no fogo por muita gente.

Hoje soaria irônico. Não estou mais assim.
Não ESTOU porque se eu ainda consigo sentir desta forma, não me transformei. Apenas acrescentei uma capa protetora aos meus sentimentos, medos e ao meu coração.
Não acredito em palavras, não confio em ninguém. E desconfio de absolutamente tudo.
Portanto é extremamente fascinante descobrir que ainda sou capaz de sentir sem depender de contato visual e auditivo. Soa estranho, mas é tão bonito... Bonito porque algumas pessoas ainda possuem o dom de me cativar. De fazer-me amá-las, da forma mais sincera do mundo. Infinitamente. Inexplicavelmente.
E assim deveria ser, com tudo e todos. Pois essas pessoas são essenciais. E bem sabemos que o essencial é invisível aos olhos. Assim como vocês. Invisíveis e sempre presentes.

“Tem horas que eu me perco sem vocês aqui, aí eu lembro: Estão tão longe de mim... E ai meu coração grita: Mas estão aqui dentro!” c.f.a.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PoA.

Como disse no post anterior, postarei um trecho de uma crônica da Clarice L. que fala sobre Brasília, mas trocarei-a por Porto Alegre:


“Essa beleza assustadora, esta cidade traçada no ar. – Por enquanto não pode nascer samba em Porto Alegre. – Porto Alegre não me deixa cansada. Persegue um pouco. Bem disposta, bem disposta, bem disposta, sinto-me bem.
Aqui é o lugar onde o espaço mais se parece com o tempo. Tenho certeza de que aqui é o meu lugar certo. Tenho maus hábitos de vida.
Dois homens beatificados pela solidão me criaram aqui de pé, inquieta, sozinha, a esse vento.
Eu sei o que os dois quiseram: a lentidão e o silêncio, que também é a ideia que faço de eternidade. Os dois criaram o retrato de uma cidade eterna.
Há alguma coisa aqui que me dá medo. Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui. O medo sempre me guiou para o que eu quero; e, por que eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo quem me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.”


Beijos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

future.



(Hey sweeties! Andei sumida, mas ainda vivo. E to cheia de ideias novas pra posts legais, aguardem hahah)

Não sei explicar como alguns pensamentos cruzam minha mente e num piscar de olhos começam uma revolução no meu cérebro. E sempre quando estou sonhando acordada ou lendo na aula.
Como já disse, estou lendo Lispector. Cada crônica dela faz-me refletir sobre muitos assuntos aleatórios e quando dou por mim, já me perdi na leitura e encontrei o fio da meada. E penso, reflito, percebo, caio em mim.
Hoje não foi diferente. Enquanto lia uma crônica sobre Brasília, trocava essa cidade semi desconhecida por mim, por Porto Alegre. E não é que deu certo?
Deu tão certo que eu prometo postar alguns trechos trocando as cidades em breve. Porque o assunto de hoje não é bem esse.
Enfim, ao ler sobre Brasília lembrei-me de Porto Alegre. Que consequentemente lembrou-me sobre o futuro.

E pensar sobre o futuro me dá um frio na barriga. É a vontade do desconhecido, aposto.
E, refletindo sobre futuro, cidades e borboletas no estômago, cheguei à conclusão de que se eu precisasse escolher o meu futuro hoje, eu não saberia que decisão tomar.
Sim, sempre fui decidida nessas situações. Porém, além de excitação, eu sinto medo. Medo por deixar as coisas para trás, mais uma vez.
Como explicarei essa mescla de vontades e temeridades? Não tem explicação.
E isso torna o receio ainda maior.
“E se não for assim, como eu imagino?”
“E se for pior?”
“E se for MELHOR?”

Vocês obviamente não sabem, mas eu já me mudei muitas vezes. Não, não de casa, de rua ou de bairro. Foi de cidade, Estado. Por enquanto sem mudanças de país. Por enquanto.
Anyway. Com tantas mudanças e tantas (minhas) vidas deixadas para trás eu deveria ter-me acostumado. Mas não. Não consigo.
Se alguém soubesse como eu me sinto ao lembrar cada lugar onde passei. E como me sinto por ter perdido contato com tantos amigos próximos. Sim, simplesmente não tinha maturidade suficiente para compreender as marcas que todas essas perdas deixariam em mim.
E quando eu analiso tudo isso, dói-me. Honestamente e puramente, dói-me.
Eu era apenas uma criança e não sabia o quanto o mundo é extenso. Vivia cada dia sem preocupar-me com o amanhã. Mal sabia o que aconteceria depois. E depois, e depois...

Sinto falta das pequenas coisas, dos pequenos programas, das risadas, dos momentos. Das ruas percorridas, das histórias contadas. E não, ninguém sabe. E não, não me atrevo. Sim, tenho ciúmes.
Guardo todas as minhas lembranças e lembrados de todo esse tempo que eu vivi – e cresci – num baú. Fundo. Escuro e extenso. Não me atrevo a abri-lo sempre. Aliás, é a primeira vez que eu tento retomar os dias ensolarados no clima seco do Tocantins, onde tudo o que eu tinha era minha mãe, alguns conhecidos e uma cachoeira cristalina. Sinto tanta falta, como sinto.

Viu, perdi-me. Tenho esse hábito infame de me perder na minha escrita. Preciso melhorar. Mas...

Voltando ao assunto de mudanças. Sei como dói. Eu não estaria preparada para enfrentar mais uma. Sim, lutaria com todas as minhas forças, como sempre fiz. Como aprendi. Mas vou lhes contar: foi bom. Sou assim hoje graças a tantas mudanças ocorridas e sofridas. E só agradeço. E toda a saudade que eu sinto é compensada por todas as minhas boas lembranças e por essa maturidade extrema que desenvolvi pelo desencadeamento de tantas mudanças e trocas.

E quanto ao futuro, bem, só Deus dirá. Quando chegar a hora de partir, saberei. Não estou dizendo que será fácil. Porém, será necessário. E sim, saberei o que fazer. Não com toda a certeza do mundo, claro. Mas com a certeza de que optei pelo que faz o meu coração bater mais forte.

E nada melhor do que uma mudança de espaço para começar pequenas mudanças internas. E isso eu preciso. Para ontem!

Beijos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

“Orgulho não é pecado, pelo menos tão grave: orgulho é uma coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, e, com todo o atraso que o erro dá à vida, faz perder muito tempo.”

C.L.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

random.



Sim.


Não sei o que me deu, juro.
Já postei hoje, mas não resisti e cliquei em 'nova postagem'.
O porque, eu realmente ainda não descobri. Talvez eu só precisasse de uma conversa produtiva e inteligente. Ou uns mimos.
Aquela coisa que te deixa alegre, sabe? Por mais boba que seja.

Porque eu estou tomada por uma nostalgia que emana de todos os lugares que percorro.
Talvez seja o clima. Absolutamente perfeito.
Ou quem sabe seja o de sempre: eu.

Eu e minha mania infame de estragar toda a felicidade que sinto com analises críticas que sempre acabam no mesmo ponto. No mesmo complexo e paranóia.
E quem assiste de fora jura que é drama.
Ok então, motherfucker. Vamos trocar de lugar.

Deixa-me depositar todos esses sentimentos que eu carrego, pra ver se tu aguenta.
Se suporta e se tem coragem de dizer que é drama.
Só digo uma coisa: ninguém que me conhece, mas ninguém mesmo , sabe de tudo o que eu passei. Portanto, fechem as bocas e abaixem a cabeça.
Porque sinto muito, apesar de tudo o que vocês insistem em pregar ao meu respeito, a gente sabe onde cada um está, não é?


Um patamar bem acima.

reaction.

“Sou um pouco desalentada, preciso demais dos outros para me animar. Meu desalento é igual ao que sentem milhares de pessoas. Basta, porém, receber um telefonema ou lidar com alguém que eu gosto muito e minha esperança renasce e fico forte de novo. Você na certa deve ter me conhecido num momento em que eu estava cheia de esperança.
Sabe como eu sei? Porque você diz que eu sou linda. Ora, não sou linda. Mas quando estou cheia de esperança, então de minha pessoa se irradia algo que talvez se possa chamar de beleza.”
Clarice Lispector.

100.

Centésima postagem.
Que orgulho, não?
Em pouco mais de um ano de blog... Consideravelmente pouco, eu sei.
Mas acho que é precioso, não é?
Porque não importa o quanto você goste de preservar suas frases e pensamentos, sempre há necessidade de compartilhamento, de libertação.
E esse blog, é isso.
Obrigada.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Avenged Sevenfold.




Não comentei nada por aqui, nem fiquei espalhando aos sete ventos, mas quarta passada peguei um avião, coloquei a Talaninha debaixo do braço e fomos pra Porto Alegre.
Saímos daqui e fomos pra Rondon, buscar minha avó. De Rondon, meu tio levou-nos até Foz.
E 50 minutos após a decolagem, pousamos – como disse o piloto – na capital do mundo. E ah, com saudações coloradas, o que deixou os gremistas que estavam a bordo, enciumados... HAHAH
Aí chegamos ao meu tio, conversamos um tempo e fomos dormir porque o outro dia prometia.
Acordamos razoavelmente tarde, nos arrumamos e fomos encontrar a Mariana (Mah), no dentista. Enquanto ela tirava a parte de cima do aparelho, lemos revistas de fofoca. Aí, fomos no Zafari fazer comprinhas pré-fila. Leia-se: gordices.
Enfim, pegamos um táxi e fomos pro parque com nome difícil (Mauricio não sei o que hahah).
Onze da manhã, o sol torrando, eu de regata, últimas da fila e feliz da vida.
Fizemos amizade com o moço das camisetas, ganhamos desconto e brinde (bottom), porque somos muito ‘gatas’ né?
Talaninha morrida sentada na bandeira do Brasil (que o Shadows pegou no show), eu torrando, correria, esquecer celular no banheiro...
Conhecemos o carinha da Sevenaid (Mariana sabe o comentário adicionado aqui, né?), o Will Pedra, que achou que eu fiquei brava com ele e me deu beijinho e abraço ao despedir-se e outro cara que disse que conhecia Toledo, tocou no Empório, me amou muito e me abraçou também. Senti-me bem amada. HAHAHA
Aí rolou uma correria e fomos parar lá dentro do lugar (até então estávamos fora, fila enorme)... O sol cada vez mais forte, uma puta aglomeração. Aí vimos uns caras passando desodorante e rimos demais (continua haha)...
Mudamos de lugar e ficamos perto de umas pessoas que tinham guarda sol... Quando vimos, estávamos dentro dele hahaha
Dissemos da onde éramos e que tínhamos uma bandeira com o Deathbat do Jimmy e pediram pra ver... Abrimos e foi um burburinho. Tiraram fotos, deram gritinhos. E sentimo-nos famosas por 5 minutos.
Aí, nos dispersamos quando rolou de um cara oferecer cocaína pra gente e pro resto... Mas o Nico e o Rodrigo nos acompanharam! Que nós descobrimos que eram os moços do desodorante! Uns amores! Eu (em nome de todas) digo que foi um prazer imenso conhecer essas figuras!
Rolou mais aglomeração e fomos parar do lado do cara das tatuagens e piercings que a gente viu na fila (Mariana sabe o comentário também haha), o Thi... Enturmamos e conhecemos o outro Thiago, o Tx. O primeiro Thii é uma figura, um palhaço, literalmente e no bom sentido. Ri muito com as bobagens e palhaçadas dele. O outro também, me fez rir muito!
Mas o ápice dos momentos com eles foi a rebelião/guerra onde rolou de pêra à tênis; as meninas que subiam nos ombros dos carinhas e todo mundo gritava ‘show your boobs’ hahahah E quando amarelavam, eram zoadas pra caralho; e os emuxos do isqueiro e desodorante/spray, que se queimaram e se acharam fodas.
Nos perdemos deles na hora da fila paralela das meninas, porque obviamente, tínhamos que ter preferência!
Entramos e ficamos do lado do Zacky. Arrumamos briga com as lésbicas e a outra amiguinha delas que só ficavam empurrando, e tentando entrar na grade. O que só seria possível por osmose. Levei chute, xingão, falaram que iam me bater...
Aí começou Thrill e foi uma merda. ~vento~
Rolou um stress com o povinho e o produtor disse que não ia ter show se a zona continuasse. Cinco minutos depois, começou a intro de ‘Nightmare’ e eu morri.
Saí na segunda música de onde eu tava, fui pro meio com a missão de levar as bandeiras até o Shadows. Encontrei o Thi (Tx) e dei a bandeira do Jimmy pra ele. Depois não vi mais. Segundo o mesmo, foi parar na mão do Shadows e ele entregou pro cara da produção. Mas to com o peito apertado porque vai que não foi? E queria que ele tivesse aberto. Porque tava MUITO FODA.
Depois disso, me enfiei mais e fiquei bem perto da grade. Só tinha um moço MUITO GRANDE na minha frente. O resto era palco, Matt, Syn, Zacky, (little) Johnny e Arin. E empurrões, mordidas, cotoveladas.
Passei mal em ‘Buried Alive’ após levar uma cotovelada que me fez chorar de dor. Aí não sabia se chorava de dor ou de emoção porque minha música preferida do cd estava sendo tocada...
Só sei que chorei e nessa hora a menina que me agrediu, pediu desculpas. No que eu disse ‘Tudo bem, tá desculpada’, foi ficando tudo preto e eu fui caindo...
O cara que tava atrás de mim me segurou e me assoprou. Conseguiu água pra mim, e me cuidou. Um querido. A menina também, se preocupou bastante.
Toda vez que eu tava com muito calor, eu ia um pouco pra trás, e o cara me assoprava, muito lindo... :~
Enfim, não tinha mais forças pra cantar ou fazer qualquer coisa. Fiquei admirando tudo aquilo que só via por vídeos e pelas fotos no tumblr e custei a acreditar que eu realmente estava ali.
Só vi quando a NOSSA BANDEIRA DO BRASIL chegou na mão do Matt, em ‘Critical Acclaim’ e morri de êxtase! PORRA. NOSSA BANDEIRA!
Quando começou ‘So Far Away’ eu chorei. Chorei a música toda e lembrei do Eduardinho em cada verso. Tô com saudades, btw.
Saí de lá em ‘Fiction’. Tava muito mal.
O cara que me ajudou saiu junto, mas eu o perdi... :(
Fiquei olhando do telão o resto do show e desejando todas as garrafinhas de água que via.
Quando terminou, fui correndo pro lado dos instrumentos. Conversei muito tempo com o roadie tiozão que não quis me dar a set list. Ele tava trocando palhetas por bucetas, cocaína e maconha. Uma hora ele me mostrou uns cinco pacotes de cocaína e as gurias do meu lado achando lindo, até que eu falei o que ele queria e elas ficaram em choque. Losers.
Aí veio o produtor delicia, e jogou palhetas pra cima. (Tenho a do Johnny *-*).
E uma menina (linda) veio dizendo que se o roadie queria bucetas, ali tinha muitas. Isso apontando pra elas e pras amigas.
Seduziu o produtor e ganhou uma palheta. Ele deu a bochecha pra ela beijar e ela virou o rosto dele e beijou ele na boca :o #puta
Aí conversei mais um tempo com ele e fomos embora...
Não consegui me despedir de ninguém decentemente, uma pena.
Mas muito obrigada a todas as pessoas que eu conheci, em meu nome, da Mariana e da Talana. O Tx, pelo escoro, sombra, risos. O Thii, pelas bobagens, palhaças, mordidas (inexistentes mas ele jura que existiram). O Nico pelo apoio, pelo cuidado, pelo carinho... O Rodrigo pelas loucuras e a cara de bêbado que dominou a tarde. Amo vocês, de verdade.

Enfim, o resto da viagem foi FODA. E é isso. Morro vendo as fotos e valeu a pena. As dores, as queimaduras do sol, a voz... Tudo.
Chorei que nem um neném na pizzaria, sábado porque já estava com saudades e não queria voltar.
Sinto falta de tudo e de todos. Obrigada pelo melhor dia da minha vida ♥
E se Deus quiser, rola um bis o mais rápido possível! E venham nos visitar! hahah Beijo.

E não revisei, mal aí. E provavelmente esqueci de contar muitos detalhes...

domingo, 3 de abril de 2011

Leitores ocultos.



(A foto já diz tudo, mas achei que um post seria digno.)


Desculpem-me pela ausência. Minha escola não sabe que eu conduzo tantas redes sociais, portanto não posso culpá-la. Mas, bem que eu gostaria.

Enfim...
Recebi elogios e comentários positivos sobre o meu blog essa semana.
Fiquei contente.
É bom saber que alguém aprecia minha forma de expor pensamentos.
Mas por outro lado, sinto-me envergonhada. Trato de assuntos tão pessoais e íntimos aqui e não fazia idéia de que essas pessoas liam.
É como se estivessem lendo um pedaço de mim que eu escondo. E parece que assim, descobrirão meu ponto fraco.

Eu sinceramente, não gosto da minha maneira de escrever. Parece-me que sempre faltam palavras, que tudo soa incompleto.
Mas quem sabe seja isso mesmo. Eu me sinto assim: incompleta.
E tudo o que eu escrevo aqui, sou eu. Totalmente eu.
Não existem sorrisos falsos, frases forçadas.
Sou eu que mando aqui. Assim como mando em mim.
Quem me vê, não imagina o quanto eu tenha para falar, nem para contar.
Eu sei bem o que todos pensam e vocês – que leem isso neste exato momento – também.
Enganam-se. Mas é por minha culpa.
Eu só mostro o que eu quero que enxerguem. Nada mais.
Mas parem para analisar cada publicação deste blog. O buraco é muito mais em baixo e muito mais profundo, garanto.

E um dia, quando eu finalmente tornar-me o que eu quero, vou fazer uma publicação dedicada à todos vocês, que me julgam e me odeiam sem nem mesmo saber meu nome completo. Filhos da puta.
Mas isso já é outro assunto, para outro dia.

E como estou lendo Lispector e falando de escrita:
“Sinto-me tão perto de quem me lê.”

Obrigada a todos que gastam alguns minutos lendo esse monte de tralha que eu escrevo aqui, mesmo.

Boa semana.

domingo, 27 de março de 2011

four.



O post de hoje vai ser comprido então, preparem-se:

Dia 24 fez quatro anos que eu conheço meu melhor amigo.
Achei que ele não lembraria, então fiquei na minha e não disse uma palavra. E ele lembrou!
Fiquei MUITO feliz!
Então, Eduardinho, a primeira parte do post é pra ti...
Primeiramente, muito obrigada. Por tudo o que você já fez por mim, por todas as palavras, todas as brincadeiras, as madrugadas, as risadas... Obrigada por sempre me animar, me deixar feliz e ser uma das únicas pessoas que conseguem mexer comigo tão profundamente.
Não consigo me imaginar sem você, mesmo. Você é um dos responsáveis pelo o que eu sou hoje. Consigo ver um pouquinho de ti em muitas coisas que eu faço e falo.
É muito bom saber que eu posso contar contigo sempre. De qualquer lugar e a qualquer hora. Sinto-me tão bem por ter você. Tu sabe que ocupa grande parte desse meu coração idiota, né? Sabe que eu nunca te esqueço e sinto muito tua falta...
Desculpa por te deixar com vergonha sempre e por falar muita besteira... Mas é inevitável... lalala
Quero que você saiba também, o quanto eu te admiro. O quanto tenho orgulho de você. Não por você ser o bonzão, pegador, canalha... Mas por você ser assim... Ter todo esse tamanho e ser uma criança. Um nenis. Ter um coração enorme, e saber cativar as pessoas. Nunca encontrei ninguém assim, sabe? Você é tão único que eu quero te por num potinho. (Posso?)
Enfim, obrigada por estes quatro anos! A gente nunca pensou que chegaríamos tão longe, né? Pois bem, chegamos. Quatro anos de muitos, eu espero.
Parabéns pra nós, melhor amigo, canalha, Daniel, safado, delicinha, grandão e futuro marido. E desculpa qualquer coisa...
Amo você, Edu!
-

A segunda parte do meu post, é um quase desabafo.


As coisas mudam, não é?
É incrível como as pessoas mudam junto com as coisas. Com as situações. Costumo dizer que toda mudança tem seu lado bom. A dessas pessoas que eram queridas por mim, também.
Abri os olhos.
Não que deixei de gostar. Não foi bem isso... Simplesmente não existe mais admiração, compreende? Não há nada que eu admire nessas pessoas. Até mesmo a beleza física fora ofuscada pelas atitudes infantis.
Sempre odiei superficialidade. Procuro afastar-me de pessoas assim.
E olha só: estava cercada por elas.
Felizmente, eu sempre fui esperta. E não gosto de segundas chances.
Conceito para mim é algo fundamental em uma pessoa. Conceito, personalidade, inteligência e afinidade.
Pois bem, vocês perderam todo o conceito que tinham comigo. Evaporou, virou pó. Parabéns.
E mostraram que personalidade é algo que realmente faz falta nesses corpos bem esculpidos e nesses rostinhos desenhados.
Inteligência então... Vamos até pular o assunto.
E afinidade, bem, afinidade é essencial em toda e qualquer relação. E eu sinto muito, queridos. Nós a perdemos. Ou finalmente percebemos que ela nunca existiu. Era tudo, pura educação e nada mais.
Então, sinto muito. Amigos, conhecidos.
Se endureci, tornei-me fria, inerte, indiferente ou imparcial... A culpa é minha, sim. Com o passar do tempo, tenho-me tornado um tanto exigente. E vocês, sim, são pouco.
Não quero amigos por conveniência, não quero dois beijinhos na face, ou falsa afinidade.
É simples: Vocês tomaram atitudes que não me agradam. Envergonham-me.
Caíram no meu conceito. Apagaram-no.
Não me deixaram brava ou qualquer coisa do tipo. Apenas não me servem mais. Acabou.
Como tudo acaba.
É só isso e nada mais. Por favor, entendam-me.
-
E termino esse post dizendo o que tá meio engasgado aqui:
Eu gosto de gente que batalha. Que aproveita as brechas. Que corre atrás, que faz por merecer.
Conquista, envolve. Que me dá vontade de correr atrás também.
De remar, de batalhar também.
Fazer valer à pena.
Sabe como é, né? Gosto de gente de atitude.

Mas acho que dessa vez, - caí de novo - aprendi: Preciso parar de esperar atitude de gente que não tem.
“De repente, me passa pela cabeça que a minha presença ou a minha insistência pode talvez irritá-lo. Desculpa, não insistirei mais.” C.F.A.

Boa semana.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Clarices.

Que saudade disso aqui!
As coisas andam corridas, – e divertidas - então, não me sobra muito tempo ou inspiração para postar aqui. Sabem como é, o cansaço te suga de uma maneira inexplicável.
Mas bem, não estou aqui para detalhar minha rotina... Pensei o dia inteiro neste post, portanto:

Quem me segue no twitter sabe que minhas tardes de terças e quintas são regadas à tererês, leitura, fones de ouvido e twitter via celular.
E hoje foi diferente. Meu celular não tinha mais bateria e eu estava de cabelos presos. Logo, o uso de fone seria impossível.
Limitei-me a ler. Não lembro se comentei por aqui que estou lendo Clarice Lispector. Se sim, perdão.
Todos sabem que Caio Fernando é o meu autor favorito e colocou um pedaço de mim em cada linha que escreveu. Mas Clarice, ah, Clarice...
Não sei. Essa mulher me examinou toda por dentro antes de por no papel todas as crônicas que foram publicadas no Jornal do Brasil. Dominadora, encantadora.
Conseguiu me fazer refletir sobre cada passo que dei, que estou dando. Laçou-me. E como um vento súbito fez-me apaixonar-se por cada palavra sua. Ela possui um jeito de escrever que me intriga, que me faz ler as entrelinhas, que desperta o meu cérebro para o que está além das folhas de seu livro. Faz olhar ao redor, encarar os fatos.
Tem um quê de mistério, de poderoso. Essa mulher era poderosa. Fascinante.
Lembra-me de minha mãe. Talvez por terem o mesmo nome e a mesma personalidade forte. A mesma garra de viver e um mistério que carrega uma magia surreal.
E com “A Descoberta do Mundo”, Clarice Lispector ajuda-me a descobrir meu submundo. O mundo existente abaixo de minha derme. Minh’alma.
E lembra-me de minha Clarice, que me ajudou a descobrir o mundo aqui de fora. O quão grande ele é. Todas as armadilhas que possui. E o quão lindo pode ser.
Me fez descobrir tudo o que é traiçoeiro, perigoso. E que o amável e o afável estão escondidos. E deu-me um mapa, com todos os caminhos, para eu traçar minhas estradas. Minhas curvas, meus atalhos. Mostrou-me como funciona e ensinou-me a caminhar.
Ensinou-me que é preciso mais que vontade para descobrir o mundo. É necessário dedicação, força e um coração duro por fora e mole por dentro. Pois como em toda descoberta, decepções são inevitáveis. Portanto, devemos saber como evitá-las e como prosseguir em nossa incansável busca pelo mundo. O nosso próprio.

Obrigada a ambas Clarices. Pelas lições, pelas palavras e pelo conforto que só vocês conseguem me proporcionar. Sou eternamente grata.

-

Dedico esse post para minha mãe. A segunda Clarice do texto, a qual nunca lerá essas linhas.
Que neste momento não sei onde se encontra, mas continua aqui, presa em mim.
E é com lágrimas escorrendo que termino esse post:
Fazem três horas que você partiu e eu já te quero de volta.
Se cuide. Eu te amo, e já estou com saudades. ♥

domingo, 20 de março de 2011

nf



Evito aproximações, não gosto de contatos.
Não sei ser simpática. Quando não gosto, não gosto mesmo.
Não faço média. Não sei fingir quando não gosto de alguém.
Sou sincera e doa a quem doer.
Como dizia Caio F:

“Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar.”

boa semana! ;*

quarta-feira, 16 de março de 2011




“O que vai acontecer, acontecerá. Sossega, barquinho na correnteza, Deus dará.” C.F.A.

sexta-feira, 11 de março de 2011

'Assim, como as estações, as pessoas possuem a habilidade de mudar... Não acontece com frequência, e normalmente é para melhor.'

Incrível olhar para trás e perceber que as coisas não estão iguais. Diferente. Incomodo. Porém, necessário. Analisar os fatos, encontrar os erros.

Rasgar o antigo roteiro. E ter o prazer de ter uma folha em branco em à sua frente, um lápis na mão e uma borracha. Começar novamente.
Escrever, relatar, imaginar. Persuadir, encantar.

Colocar os pingos nos is. Sublinhar. Destacar.
Apagar e escrever quantas vezes forem necessárias.
Ter uma conversa aberta.
Perceber que tudo acontece por algum motivo. E ver o lado bom.
Abrir o jogo e dizer que todo o sofrimento e o choro valeram a pena. Que hoje olhar para trás não machuca. Apenas trás aquela sensação nostálgica.

E o caminho mostra-se livre. Para eu partir sem remorsos e culpas por todas essas curvas sinuosas.
Para eu quebrar todas as barreiras sem pensar. Porque eu já conheço o caminho e não me perco mais.
Todos à bordo. Iremos partir.
E que comece a viagem.

quinta-feira, 10 de março de 2011

porto alegre.



Continua linda. E encantadora.

Hoje eu tentei explicar para duas pessoas o que eu sinto quando coloco os pés na capital gaúcha. E foi totalmente em vão.
Ainda não descobri - e quem sabe nunca descubra - o que Porto Alegre causa em mim.
Mas é como se eu estivesse em casa.
Estranho pensar assim quando tu nasce numa cidade e vai embora bem pequena. De fato, Porto Alegre deveria ser meu lar. Minha cidade natal.
Mas cá estou eu, no Paraná. No meio dessas plantações de milho e soja.
Mas chega de clichês porque nem mesmo Freud explicaria tudo o que eu posso sentir por 4 dias em solos gaúchos.

-

Li 'Divã' em 2 dias e agora estou copiando os trechos mais legais.
Vou postando quando terminar.
Comecei a ler C. Lispector. Divina.
Mas, ninguém supera Caio F.
Portanto, para encerrar:

“Essa vida viu Zé, pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.” C.F.A.

-

http://www.flickr.com/asasfracas

http://www.formspring.me/lovescomeandgo

http://www.lovescomeandgo.tumblr.com

domingo, 27 de fevereiro de 2011

recapitulando..

Hey (poucos) seguidores que leem isso aqui...

Andei meio sumida, mas minha escola está me consumindo. Sinto muito.

Pois bem... Dia 25, fez 15 anos que o meu autor brasileiro preferido faleceu.
Li e reli as 35 páginas de frases e textos dele que eu tenho, várias vezes.
E cheguei à conclusão de que pessoas como ele, nunca vão de fato, morrer.
E a cada dia que passa, ele está mais vivo dentro das milhares de pessoas que se identificam com cada linha que ele escreveu. Tipo, eu.
É Caio, quinze anos. Os meus quinze. Os teus quinze.
Mas ainda assim, tu continua aqui. Como eu.


-

E hoje eu percebi que não importa o quanto tu sofreu por algo ou alguém, palavras bonitas (por mais que não sejam tão verdadeiras) sempre vão te amolecer.
E talvez esse seja o maior erro.
Portanto, não me sinto completamente um monstro.
E talvez, eu goste disso.

Beijos, boa semana.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

monday.

Anunciei quinta no twitter que iria postar aqui.. Mas acabou que estava tão cansada que perdi o foco.

Enfim, retomando:

Em algum post do ano passado eu comentei sobre uma pessoa (meu professor) que me olhou no fundo dos olhos e falou que eu sentia uma mágoa gigantesca e que isso me machucava muito.
Pois bem... Quinta feira foi a mesma coisa.

Perguntei se podia ir ao banheiro. Recebi uma resposta afirmativa. Seguida de uma pergunta: 'O que você tem que 'tá assim?'
E como eu sempre fujo das coisas, rebati com um: 'Só estou com sono...'

Fui ao banheiro, voltei e retomei minhas atividades em classe.

Andando entre as mesas, parou ao meu lado. Colocou a mão pesada e quente em meu ombro. Fitou-me por alguns segundos, e quando olhei para ele, no fundo dos olhos, perguntei: 'O que foi?'
E como se pudesse ler minha mente e enxergar minha alma, soltou: 'Eu sei que não é só sono... E você também sabe.'

Estremeci.
Abaixei a cabeça e disse: 'É só sono sim...'

E em seguida murmurei: 'Pare de mentir, Amanda.'

É. Eu não estava bem. Havia sonhado com coisas e pessoas que me deixaram preocupada. Não sabia o que estava sentindo... Mas, não estava bem.
E só eu e ele sabíamos disso.

E eu admiro demais essa capacidade dele de com um olhar, ler-me por completo. É estranho. O que eu consigo esconder de todas as pessoas, ela decifra.
Sensitividade é demais.


-

Bom, além disso, queria fazer um post bem legal, contar umas coisas, mas...
“Escrever sobre tristeza e saudade é fácil. Difícil mesmo é escrever sobre felicidade. Afinal, é meio difícil você pensar e conseguir expressar uma coisa que você não sente todos os dias.” ;)

Beijos, boa semana.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

preguiça.



da vida e do resto.

http://www.lovescomeandgo.tumblr.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

all you don't have.



"Are you sane? Where is the shame? A moment of time passes by, You cannot rewind..
Who's to blame? And where did it start?
Is there a cure for your sickness? Have you no heart?"

E todas as vezes em que passei por esta frase, fora como se alguém tivesse me apunhalado pelas costas.
E eu, - pouco previsível - desatei a chorar.
Porque eu sei que é a pura verdade. E é tudo que eu não tenho.
E tudo que eu queria ter. E sentir.

E ontem foi igual. E quanto mais eu chorava, mais chovia.
Soluços e gotas d'água.

Sim, percebe-se que eu choro bastante.
Tenho medo de falar, demonstrar e expressar tudo o que eu sinto. Em todos os sentidos e razões.
E eu guardo tudo. Que me alegra e que me entristece.
E então, transbordo, em lágrimas.
E dói. E parece que nunca vai passar. Que a cicatriz nunca vai fechar e nunca vai parar de sangrar.

'Você não deve se acostumar com o que não te faz feliz.'
Acho que não se aplica à mim, sinto muito.
Tanto, que se parasse de doer, provavelmente sentiria falta.

i'm fine.



'Eu, chorando, tão previsível quanto areia no deserto.
Mais patético sem ninguém por perto, tão imenso que não dá mais pra conter..'

Poderia começar a contar tudo o que eu tenho sentido ultimamente. Essa mescla de felicidade e tristeza tão intensa que eu já nem sei o que mais ocupa espaço dentro de mim.
Tenho vontade de gritar e dizer que nunca estive tão bem. E ao mesmo tempo tenho vontade de gritar, chorar e dizer o quão forte é essa dor que me corrói.
Que me rasga. Sangra. E sei lá.

E eu cansei. Cansei de dor. De falso amor. De mágoa. De lágrimas.
Estou cansada de me doar. De tentar.
Chega.
30% versus 110%. DE NOVO.
'Estou desistindo, abrindo mão, renunciando, deixando pra lá, tentando esquecer.'
Pois bem. Já está sendo difícil, e doloroso. Mas vai passar.
“Porque eu sei, aceito que as coisas vão ficar assim. E você vai embora. A minha vida continua. Eu sei, eu sei, eu sei. Só que eu não aguento mais ninguém indo embora.”

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Time and confusion.

“.. It's about what make your heart beat faster..
And I don't care now where we live.. It's not where, or what, or who we were with..”

Quarta vez que tento começar esse post e não fluí.
Desisti.


Enfim.. http://lovescomeandgo.tumblr.com/


(“Fica? Passa? Vai? Volta? (...) Não sei nada, mas foi lindo.” c.f.a.

Acordei gritando por socorro noite passada, literalmente. E sim, tu tava no sonho (ou pesadelo?). Bom, se tu estava lá, era sonho, acredito eu...
Bem, ando sentindo tua falta.)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

linhas perdidas.

"Você lê e sofre. Você lê e ri. Você lê e engasga. Você lê e tem arrepios. Você lê, e sua vida vai se misturando no que está sendo lido."
caio f.

É, estou lendo muita coisa.
E sei bem sobre o que, e quem.
Minha intuição não costuma falhar.
E bem, nada mais previsível.
Já vi essa história (e o fim dela) antes.
Isso aí.

E apesar desse mísero aperto no peito, por ver o filme rebobinando, estou tranquila.
Mas é só até te ver de novo e ouvir de ti, tudo o que eu já sei. (E queria que fosse mentira).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

tudo ou nada.



Esqueça a decisão. Não deixe de existir...
Siga o seu coração, não pare de sorrir nunca mais...
Eu bem que te falei, mesmo sem ter razão..
Tudo ou nada, não.
Mas preste atenção.. Não vá correr.
Não tenho direção... Só quero que você, me tire daqui..

Eu bem que te avisei
Que era ilusão.. Tudo ou nada, não..
E eu que não quis te esperar...
Fui eu, quem não quis fazer você voltar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

velhas novidades.



Minha previsibilidade não assusta mais ninguém.
E eu acho que temos uma emergência. Porque eu vi o amor morrer tantas vezes, quando este merecia ficar vivo.

Você perdeu de novo.
And, IDGAF.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

retrace.



Se controle, mocinha.
O mundo lá fora é milhões de vezes maior que a órbita do teu umbigo.
E você sabe bem... Sabe que quanto maior o mundo, mais pessoas. Mais expectativas. E maior o tombo. E a frustração.
E tudo que te envolve se torna estranhamente perfeito.
E começa a fazer sentido. Encaixa-se.
Cada frase. Cada palavra.

Acorde.

Pare de fantasiar e imaginar.
Desacredite.
Sabes que nem as palavras mais doces e açucaradas, nem mesmo todo esse fogo que você guarda aí dentro, seriam capaz de amolecê-lo. De derretê-lo.
Esse cubo de gelo que ele carrega no peito, esfria até sua pele. Imagine seus sentimentos.

Se você jogar no chão, quebra.
E já o quebraram por você.
Te restaram os cacos e é inútil tentar consertar.
Desista.

Ou então, encha novamente.
Deposite sua fé. Amor. Calor.
E deixe o resto acontecer.
Mas reze. Reze muito.

Porque você bem sabe o quanto a vida - e as pessoas - te surpreende.
Então, respire fundo.
E engula essas lágrimas.
Não desidrate.

Pois ainda não sabes se o trabalho para derreter todo aquele gelo, com todo esse teu fogo, valerá à pena.


E agora, deixa o Caio falar...

“ Jamais diga o que sente.
Por mais que doa, por mais que te faça feliz.
Quando sentir algo muito forte, peça um drink. “


E ninguém entendia o porque do meu desespero por alguma coisa de alto teor alcoólico.
Aliás, dois quartos de conhaque. Um de guaraná. Três pedras de gelo e uma rodela de limão.
E, boa sorte, docinho.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

gpoy

"o que eu quis dizer antes é que tu "guarda" muita coisa, no sentido ruim. essa vontade de chorar que nunca passa... eu sempre penso como excesso de emoções, coisas que te machucam e que tu guarda, e chega um momento em que transborda. em lágrimas. mas não só coisas ruins, boas também. eu acho que tu sempre quer passar por forte, e por perceber que consegue, te acostumou a agir assim. acho que tu tem medo demonstrar fraqueza, de deixar que os outros se aproximem, e principalmente, de deixar que os outros se aproximem porque vão ver que tu não é tão forte assim. eu acho que não demonstra tudo que quer e precisa, também não diz, e prefere se afogar em lágrimas do que em arrependimento por ter falado demais sobre os teus sentimentos. parece que tu acha que vão usar isso contra ti, sabe? como se fosse um crime e vão te chantagear com ele. ou que é um tesouro, valioso demais pra ser compartilhado.
olha, mah, eu acho que tu tem tanta alegria... como eu vi poucas vezes em uma única pessoa. mas acho que as tuas amarguras são profundas demais e tu tem medo de trazê-las pra superfície. eu te admiro demais por muitas coisas, as quais tu sabe, e eu queria ser metade do que tu é. mas eu acho que tu te tornou madura demais muito cedo, e transformou isso em armadura."

mariana. (about me).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

eternal fight.



brain: 'you shouldn't be in it..'
heart:'but you know.. it's all i ever want.'

B: 'so what? you're just hurting yourself.. i guess it's time to stop the pain, not bring more..'
H: 'but..'
B: 'no! you know where it will end..'
H: 'yeah. in a cup...'
B: 'full of tears. so, forget it.'
H: 'i can't'
B: 'try. pretend. you can.'

domingo, 23 de janeiro de 2011

not fair.



"Life is unfair. You put someone first who puts you second. You study your ass off for a final only to get a B in the class when you deserved an A. You give 110% to someone in a relationship when they only give 40%. You’re there for your best friend at 3 a.m. when they need it the most & the next day they don’t pick up their phone. You give something your all & sometimes get little to nothing back. You care so much about someone who doesn’t care enough about you to say hi once in a while. You give someone your time & they give you “sorry, I’m busy”. It seems like you’re giving everyone everything & they’re just walking away with it."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011




'Por que não conseguimos amar as pessoas certas? O que há de tão errado conosco?'

Hoje essa frase soa completamente irônica.
Nós só amamos as pessoas que nos maltratam, machucam, fazem sangrar. Não é?

Bem, não imploro e nunca implorarei pelo amor de alheios aleatórios.
Não tenho confiança. Não gosto de aproximações.
Para mim, é olho no olho.
Odeio grude. Explicações. Dramas. Amor demais. Expressão demais.
Me irrito facilmente. Não sou simpática e nem faço questão.
Quer ser simpático/a e amável? Pois bem, seja.
Mas não espere nada em troca.
Meu humor é mais instável que vida amorosa de 'pirigueti'.
Varia. Muda. Troca. Acaba.
E não dói nada. Não dói quando 'machuco' alguém que eu nem conheço e diz sentir muita coisa por mim. Não acredito mesmo.
Tanto faz.
Soa cruel. Maldoso. Frio.
E quem espera outra coisa?
Não minto para agradar. Tenho preguiça das pessoas.
Não faço questão que gostem de mim. Que me amem. Que me dêem atenção.
Se eu não retribuo, meu amor... Das duas uma: ou eu não te suporto ou eu não ligo, mesmo.
E eu nem me atrevo a reclamar de 'solidão', falta de afeto ou qualquer coisa do tipo.

'Você recebe aquilo que dá'.
Em todos os sentidos. Literalmente. Malicie, não tem importância.
Não deixa de ser fato.

A verdade é que eu não gosto de gente que gosta de mim. E se gosto, foi porque os conheci em uma época da minha vida em que eu me permitia.
Permitia acreditar, gostar, até mesmo amar.

Mas o tempo passa. Muda.
Todo mundo muda.
E quisera eu que não fosse para pior.

E é por isso que dói olhar para trás.
E ver quem você foi. Quem você era.
E não se reconhecer.

Pois bem.
A vida é injusta. Dói. Sangra.
E você é ingênuo. E bem... Sinto muito, mas aqui vai o spoiler da tua vida: Sofrerás, chorarás, serás maltratado, se decepcionará. E então, mudarás.
É. Bem assim.

E não adianta pensar 'nossa que monstro'.
Somos. Seremos.
E não tem jeito.
Porque darling, uma vez que tu tá no poço e não consegues sair, a unica coisa que você vai querer e VAI FAZER é: empurrar os outros para o mesmo buraco.
E aí o círculo vicioso continua..

Então, pelo amor de Deus.
Não me chantageie. Não diga que vai cansar. Que vai desistir.
Canse. Desista. Largue mão. Deixe. Ignore. Não mantenha contato.
Não me importa!
Me impressiona que ainda não tenhas o feito.
Porque meu bem.. Eu cansei há muito tempo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

esteban;



E hoje tu resolveu aparecer na minha tv. E voltar para a minha vida.
É Rodrigo... O tempo passa.
Lembro-me de quando era completamente fissurada por ti. Dois mil e sete. Dois mil e oito.
E daí, passou...
Passou mas nunca acabou. Nunca foi embora.
E hoje tu voltou. E trouxe contigo tudo aquilo que eu senti há um tempo atrás.
Lembranças. Memórias. Pessoas.
Você mexe comigo de forma inexplicável. Me dá um aperto no peito.
Toda aquela época que eu te amei incondicionalmente me traz muitas lembranças...
Muitas pessoas chegam em minha mente quando eu escuto a tua voz.
E nesse momento existem quatro. Você. Minha ex melhor amiga. O Gabe. A Thammy.
Me trazem à memória o dia em que eu te abracei. Que eu ouvi tua voz dirigindo-se à mim... Me traz lágrimas também. Por me dar conta de que fora um dos dias mais especiais da minha vida.
Aquele show. Aquelas poses. Aquelas cenas. Aquela camiseta do Inter. Você.

Revirei minha caixa de pequenos pertences. Encontrei mais um pouco de ti.
Um cigarro. Alguns flyers. Algumas boas fotos.
Muitas histórias. Muitas lembranças...
E tudo se resume á você.

E toda essa sensação inexplicável de ter um bom pedaço de mim em cada verso teu.
De ter uma parte do meu coração em cada melodia.
De ter um pouco de tudo de mim, em ti.
Ou de ti, em mim.

Obrigado por todas as memórias. Letras. Músicas. Sorrisos.
E por me unir a tantas pessoas. Por fazer lembrar-me delas cada vez que escuto alguma de tuas composições.
Acho que jamais saberás o quanto significas para mim.
Não importa... Eu sei. E isso basta.

Meu mestre. Meu ídolo. Meio de mim.